quarta-feira, junho 14, 2006

Uma Vida Demorada (15)

Gosto de ver Lisboa. Não apenas olhar para ela, mas vê-la! Talvez seja essa a razão porque a fotografo tanto, é que o que a câmera retém é diferente daquilo que os olhos vêem. Há na fotografia, no momento perpetuado, sempre algo de novo à espera de ser descoberto, basta saber encontrá-lo. Foi a sempre presente tentativa de descobrir esse ângulo diferente para as coisas, especialmente as do dia-a-dia, as mais evidentes, que me levou a ser fotografo.
Gosto, especialmente, de ver Lisboa a partir dos seus miradouros, a cidade estendida do cimo da colina até ao rio. Tento percebê-la através da lente, encontrar uma lógica naquilo que nos surge, à partida, como uma paisagem caótica, um labirinto impossível de decifrar.
Terá sido essa a razão pela qual, na primeira vez que saí com Leonor, a tivesse levado a Santa Catarina, conseguindo surpreendê-la.

Foi também lá que combinei encontrar-me com ela, desta vez. Telefonei-lhe, inseguro da sua reacção. Não a deixei falar até lhe ter dito que tinha encontrado a minha mãe e que precisava falar com ela, explicar-lhe algumas coisas. Ela pouco falou, limitando-se a aceder a um encontro ao final do dia seguinte, uma sexta-feira, e a perguntar como eu estava, o que me pareceu, na altura, um bom indicio.
Tirei a tarde de sexta para mim, queria ir cedo para o Chiado. Deixaria o carro em Telheiras e iria de Metro, queria aproveitar o caminho até Santa Catarina para fazer umas fotos, especialmente no Elevador da Bica. Imaginava um portfolio com os Elevadores de Lisboa. Falhadas que tinham sido as fotos no Lavra, não iria falhar o da Bica. E depois, tinha esperança que as fotografias me ajudassem a descobrir as palavras certas que eu precisava dizer a Leonor. Não podia voltar a falhar com ela, e as palavras nunca tinham sido o meu forte. Antes pelo contrário.

Não acredito no destino, não consigo conceber que está escrito, algures, como vai ser. Quero acreditar que essas páginas escrevemo-las nós, ao ritmo de cada batida do coração. Mas, por vezes, não tenho a certeza que seja só azar.
Na plataforma da estação de Metro de Telheiras, procedia-se à substituição de algumas lâmpadas dos placares que anunciam, entre outras coisas, a aproximação dos comboios. Todo aquele aparato feito de placares esventrados e de pequenas lâmpadas interessou-me e decidi tirar algumas fotos. Em má hora o fiz. O Segurança da estação vê-me e manda-me parar, que não posso fotografar na estação, que tenho que lhe entregar o rolo.

- Mas são fotos digitais, não há rolo.
- Ah, isso não me interessa, não pode fotografar aqui, vai ter que me dar as fotos.
- Eu mostro-lhe as fotos, vai ver que nem se percebe sequer o local…

Passaram quatro comboios enquanto discutia com o rapaz que, por fim, me deixou seguir.
Na estação Roma, uma paragem anormalmente longa. Alguma impaciência e nervosismo começam a instalar-se. Sinto um gosto amargo na boca. Ao fim de uns minutos, saída da instalação sonora da carruagem, uma voz metálica dá as más noticias: em virtude das obras no acesso norte da estação, parte de uma cofragem caiu à passagem do último comboio e está a obstruir a via; a circulação na linha verde estava suspensa.
Antevejo o pior e corro para a superfície. A Avenida de Roma parece um circo romano dos tempos modernos: reina o caos no trânsito e várias pessoas atropelam-se, tentando conseguir um transporte alternativo - afinal, é já hora de ponta e logo de uma sexta-feira. Desafiando a má sorte, consigo um táxi rapidamente.

- Chiado, depressa… por favor! - O taxista ri-se.
- É nestas alturas que o taxista até é um gajo porreiro, verdade? - Atira-me ele. – Amigo, a esta hora, com este trânsito… que trajecto prefere?
- Não sei, o mais rápido…

Fez o melhor que pôde, mas podia pouco. Praça de Londres, Avenida do México, Calçada de Arroios – opção arriscada, fugindo ao mais que previsível congestionamento da Avenida da República -, Rua dos Anjos, Rua da Palma, Martim Moniz, Praça da Figueira.
Entre semáforos e filas de automóveis, o tempo escoa-se. À hora combinada, entramos na Rua dos Fanqueiros. Ligo para Leonor, nada, tem o telemóvel desligado. Mais uma paragem. Sem ar condicionado, entre dois autocarros da Carris, o ar dentro do carro torna-se quase irrespirável. Passam vários minutos e não nos mexemos.

- Oh meu, que se passa, pá? – Fora do carro, o taxista tenta perceber o que se passa. A resposta não podia ser pior: - Você está com azar, amigo. Um Eléctrico está parado ao fundo da rua, não consegue passar, um caramelo qualquer estacionou em cima da linha.
- Saio aqui!
- Mas ainda é longe.
- Arrisco. – Atirei uma nota de 10€ para o banco da frente, meti a mochila às costas e desatei a correr pela Rua da Vitória.

No cruzamento com a Rua Augusta, uma rapariga de bloco na mão, faz-me sinal para parar.

- O senhor trabalha dentro ou fora de Lisb… ei, tenha lá cuidado…

Sou obrigado a fintar dezenas de pessoas que seguem em todas as direcções. Corri poucas centenas de metros mas sinto o baço quase a rebentar. Agarrado ao corrimão, subo as escadas para a Rua Nova do Almada, as forças começam a faltar-me, já mal sinto as pernas. Vários anos de imobilismo, fazem-se sentir com um efeito devastador. Ao cimo da Rua Garrett, desisto, não consigo dar mais um passo. Encosto-me ao Pessoa, sinto o coração parar.
Desesperado, concentrei-me nos rostos de quem passava, de quem estava sentado nas esplanadas, como que esperando ver Leonor passar, depois de ter desistido de esperar. Naquele momento, senti algo que nunca tinha sentido antes: medo de a perder. E esse medo tomou conta de mim, só que, desta vez, ajudando-me a focar a atenção, as energias que restavam. Mais do que nunca, tive a certeza daquilo que eu queria. Aquele encontro era mais importante que qualquer busca. Leonor era a pessoa que eu mais precisava voltar a encontrar.
Soube exactamente o que precisava fazer e o que lhe iria dizer.
Ergui-me. A Leonor que eu conheço não é mulher de desistir, sei-o bem. Não, ela ainda lá está à minha espera.

Quase sou atropelado a atravessar para a Praça Luís de Camões e, na Rua do Loreto, choco com uma turista, que quase faço cair. Deixo um excuse me e continuo a correr. Suo por todos os poros.
Passo pelo Elevador da Bica e nem olho para ele, ainda não é desta… talvez começando pelo da Glória. Dobro a esquina da Rua Marechal Saldanha, estou a chegar.

Diz a lenda que a expressão “ficar a ver navios”, teve origem neste local. Que, aquando das invasões francesas, em 1807, Junot chegou Santa Catarina ainda a tempo de ver a frota em que o príncipe regente D. João e a corte portuguesa embarcaram para o Brasil, sair a barra do Tejo, ficando a ver os navios.
Eu cheguei a Santa Catarina e não vi nada. Não vi os Cacilheiros a riscar o Tejo; não vi as chaminés que se erguem ao longe, no Barreiro; não vi o castelo de Palmela; não vi a grua em Cacilhas indicando onde foi outrora a Lisnave; não vi o Mar da Palha; não vi os telhados em vermelho esbatido, estendendo-se até ao rio; não vi o Adamastor, de cabelo soprado por uma brisa imaginada; não vi as pessoas sentadas na esplanada, apreciando a paisagem; não vi o Cristo-Rei a abraçar o lado de cá; não vi a Ponte, cordão umbilical que liga os dois lados do rio; não vi a luz difusa do final de tarde, nem as sombras que se alongam vagarosamente, anunciando o fim de mais um dia de verão. Não vi nada disto, mas sei que estava tudo lá.
Vi a Leonor, de perfil, sentada num dos bancos de jardim. Usava um lenço na cabeça e óculos escuros. Lia um livro.
Não me viu ela até me sentar a seu lado, ofegante e sem forças.

- Demorei muito…

Ela retirou os óculos, pegou-me na mão direita e colocou-a no seu ventre, a sua mão por cima da minha, apertando-a ligeiramente. Olhou-me profundamente durante algum tempo e sorriu o mais lindo sorriso.

- Demoraste o tempo que foi preciso.

Fim

47 comentários:

Wisper disse...

"demoraste o tempo que foi preciso"... eis uma compreensão que muitas vezes nos falta e que poderia evitar tanto sofrimento...

adorei

Sofia disse...

;))))))))

final lindo lindo lindooo!

Adorei ruizinho. Sim senhora desta vez foi um final como eu gosto.

E por isso mereces uma montanha de beijos. Já estou a espera da nova aventura!

rafaela disse...

Belissimo final, arrepiante, se calhar era esse o destino que estava escrito, no placar a arranjar.

=)

Akasha disse...

Esta história só podia ter um final assim :) Até me dá uma certa pena deixar estes personagens que nos acompanharam durante tanto tempo. Mas espero por novinhos em folha!
Continuação de felicidades e bjnhs grandes para pais e respectivos filhotes.

Silvia disse...

Gostei muito e muito.

Afinal, é uma bela história de amor.

Que me deixou com uma lágrima no canto do olho.

( NoCaS ) disse...

Ai q final! gostei gostei gostei!

Também eu tento acreditar que as páginas do destino «escrevemo-las nós, ao ritmo de cada batida do coração».
Que cada dia é um novo dia, uma nova página repleta de emoções e sensações, de paixões e desilusões, de...vida

Um final brilhante, muito bonito ...
O contraste entre um João desesperado (?) e uma Leonor que, serena, nos dava conta de uma nova página, de uma nova vida por pintar... Não nos disse. Mas "está lá tudo" :)

bj * parabéns pela história e fico a espera de mais uma ( CERTO? ) =)

Paty disse...

Sublime!
Brilhantemente elaborado...nada mais havia a dizer! Fez bater o coração, fez querer um amor assim, fez querer que alguém pudesse voltar no tempo e recuperar um sorriso à muito perdido...
E é tão bom quando duas almas finalmente percebem que não é o tempo nem as dificuldades que vão impedir o amor de existir.
Pena que o ser humano não tenha sempre essa capacidade...
Um beijo e um abraço pela capacidade que tens de me transportar, por essa mente brilhante. Um beijo à mãe e as crianças que são sem dúvida abençoadas e sortudas em terem alguém como tu!

P.s. E o pequerruxo??? Espero que esteja mt bem.

alice disse...

estou emocionada, rui

obrigada por esta bela partilha

que mais te posso dizer?

espero que estejas bem, e os teus também...

obrigada pela tua visita de hoje

um grande beijinho,

alice

Tons Pastel disse...

...que lhe posso dizer depois de tudo isto? que percorri Lisboa consigo,lugares bem familiares, que stressei com os imprevistos, que receei o desencontro, que temi o pior, mas o amor aconteceu nessa Lisboa que eu também amo.
um abraço pela história de amor, comovente, talvez real, que me fez soltar lágrima clandestina neste amor que é só vosso.
um abraço

Inês Diana disse...

Foda-se, Rui!
Quando comecei a ler este post pensei: "bolas que este gajo escreve cada vez melhor!! O que será que ele vai inventar desta vez? Às tantas ainda vai "engravidar" a Leonor e deixar-nos com um final todo apaneleirado! Ehehehe"

É pa... tu deixa é de tomar os mesmos comprimidos que eu sff!! ;)

É bom ler-te a espremer o sumo à vida! :))

Beijo imenso...

P.S - Pardon my french... ;)

zeni disse...

Um final feliz, como eu gosto!

Que sorte a dele ter conseguido dar a volta por cima à sua vida que se anunciava desgraçada. O destino somos nós que o fazemos, com uma pitada de sorte.

Sininho disse...

Lindo, lindo, lindo, Rui tu és o máximo. Tens k continuar a escrever, como vou passar sem ler os teus contos? Edita. Parabéns

lazuli disse...

acabei de ler quase a suar.. Já estava com sensações de claustrofobia dentro do metro, corria esgadelhada á procura do táxi, via passar as ruas..e ruas..e o movimento.. O táxi em cima da linha do eléctrico pôs-me os nervos em franja, corri desalmadamente pelas ruas da Baixa, subi até ao Chiado..
Falta-me o fôlego..
Fizeste-nos acompanhar-te nessa viagem com um belo final: a Leonor.

E valeu a pena!
Parabens...escreves maravilhosamente.

um beijinho

Teresa Durães disse...

Para além de tudo o que disseram posso acrescentar uma coisinha que não sei se vais gostar?...

cof cof cof...

(eu vivi dez anos no chiado e conheço bem o local...)

Só com muito esforço se vê o Castelo de Palmela e o mar da palha... é exactamente na direcção oposta... para sul... e santa cantarina mais a esplanada do adamastor está virada quase a norte...

:)

Rui disse...

Teresa,

Não se trata de gostar ou não. A memória que guardo do local não me deixou dúvidas, de lá vê-se o Mar da Palha (em frente ao Alfeite, até à zona do Barreiro/Seixal). Quanto ao castelo, bom, talvez esteja a fazer confusão com a paisagem de Sta Lúzia.
Tenho que lá voltar e ver isso com olhos de ver.
Obrigado pelas dicas.

pintoribeiro disse...

Interessante. Boa noite.

Micas disse...

Uma palavra só; Soberbo. Adorei a essência deste texto.
Não sei como aqui cheguei, mas tenho a certeza que aqui voltarei.

Bom feriado :)

Sea disse...

Ainda não fui mesmo, mas estou quase a ir. Ainda deu tempo para ler e deixar um beijo. Bom feriado e bom fim de semana.
Ah! Eu nasci no Chiado :)

nnannarella disse...

A Durães é mesmo pérfida, não é ? eh eh
Olha, Rui, gostei imenso desta estreia na tua escrita e no teu imaginário.
E uma coisa é certa: nunca mais voltarei a estar no Chiado e em Santa Catarina, sem me lembrar da correria e dos pensamentos da tua personagem.:)

Paixão disse...

Lindo...

A melhor parte desta história!

Adorei... e nada mais consigo comentar...

Beijo

segurademim disse...

... eu bem digo que o melhor é dispensar os transportes públicos e táxis e sair de casa com tempo suficiente para uma boa caminhada! chega-se sempre a tempo...

o meu prognóstico era certo! aquela Leonor é que ia pôr o João na linha... toma lá uma família completa para fim de festa!!!!

só falta mesmo uma foto do miradouro de santa catarina, com mar de palha e tudo...

(a foto é minha. tá mal?)

beijo, bom feriado

ISA disse...

que lindo............. lindo mesmo. parabéns, bjs

sofyatzi disse...

Adorei! Lindo!

Agora, venha mais !!! ;)

Francis ( X ) disse...

Rui...
Um abraço
Siga

-Taxi
-Rui?
Pois...
- Santa Catarina faxavor :)

Carla disse...

nao te consigo ler como quero...o tempo é escasso,mas deixo-te um beijo enorme!!

Teresa Durães disse...

lá está a nnannarella a dizer mal... eheheheheh... bom fim de semana!!! E bons voos!

alice disse...

querido rui,

venho com a minha amizade desejar-te um bom fim de semana

espero um novo post em breve

mal habituada, eu?

um grande beijinho,

alice

legivel disse...

Digo-te que esta volta por Lisboa , com o coração ao pé da boca, com receio de perder o final de uma estória que dá pelo nome de Leonor é de um ritmo muito bem marcado e que revela o teu grande gozo em escrever...

... já demonstrado nos comments que vais espalhando por bloggers que conhecemos comumente.

Parabéns pelo conto e pelo prazer que pões nos textos que editas.

Polly Jean disse...

aplausos!!!
Final belissimo
Vida demorada...demoraste o tempo que foi preciso.
Divinallllllllll

pintoribeiro disse...

Boa noite, um abraço.

Sininho disse...

Rui vim só aki para te dizer k a Gina tá bem, amanhã é outro dia, ela vai vencer tudo, e sabes uma coisa? Hoje cresci imenso..... Desculpa o desabafo

Sara MM disse...

Um excelente episódio para rematar essa descoberta do passado... e do presente!

E soube muito bem reviver Lisboa... os seus miradouro e elevadores... aquela luz tão única... e esses entraves de quem-manda-pouco-manda-tudo-o-que-pode....
Andar de carro por lá é masuquismo puro... mas andar de metro e pifar é azar, e um azar bem frequente! :o|

Enfim, só aqui te deixo à-partes... porque descreveste Lisboa de uma maneira tão viva (!) que por momentos até me esqueci dos protagonistas!

Anyway... espero que depois tenham ido jantar ao Bacalhau-de-molho :o)

Bjss

lélé disse...

Rui, não me leves a mal, mas tu tens jeito não só para contar estórias, como também para acabares com elas!... O fim foi bem colocado, sem dúvida, mas, não sei porquê, ficou-me a imagem de um Rui a pensar "vamos lá acabar com esta coisa, que já tá a demorar demais!" e... xus!... fim!... então e o "amor" ao bacalhau, como ficou?

segurademim disse...

... é gooooolooo as colinas de lisboa vibram!!!!!!! ... do meu cristiano ronaldo

Rui, gostei tanto deste teu final
(simpático da tua parte dizeres que está bem, eu sei que não sou lá grande espingarda prás fotos)

beijo

Rui disse...

Lélé,

As vezes que eu pensei que a coisa estava demorada demais... :)

Depois da palavra Fim, não sei mais do que vocês. O que acontece a seguir fica ao critério de cada um. Mas desconfio que o "amor" ao bacalhau se vai conquistando um pouco a cada dia que passa.

mixtu disse...

o tempo suficiente...
fim que nunca é fim mas começo
excelente
cumprimentos monárquicos

inBluesY disse...

Rui

que doce forma de ficar cansada heim ?! lindo dlindo o movimento, o coração na boca que por instantes tb foi meu, muito bom :) e depois só mesmo uma Leonor linda e calma doce conseguiria ter aquela frase magnífica de bom senso, extremo bom senso.

Parabéns!

1 BJ a todos e a ti em especial.

legivel disse...

Quando é a próxima estreia? Sexta-feira que vem? Avisa para comprar bilhete com antecedência que já sei como é esta gente; atropelam-se todos na corrida para a bilheteira e só arranjo lugar para a última fila...

MW disse...

De todos os teus textos (e eu acompanho-te desde o primeirinho) este foi aquele em que eu mais "senti" a tua pessoa...

Talvez tenha também a ver com a altura em que tem sido escrito...

É uma celebração ao amor e à vida.

Muitos parabéns...

Vanda Baltazar disse...

yeeeeeees!

:)


Não poderia ter outro melhor.

Foste lá, ao ponto G do coração dele! :)

Yeeeees!

Adorei!

Beijos

Van

Teresa Durães disse...

bom dia por aqui!

Salvador disse...

Adorei amigo Rui

Parabens

1 abraço

Margarida Atheling disse...

Que delícia...! :)))

Martuxa disse...

Linduuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
Demorou mas foi
Boa semana

A disse...

Absolutamente genial.
Muito bem escrito. Mesmo.

Porque todos nós já vivemos histórias semelhantes...

Beijos

J disse...

Seus contos são lindos! Quero escrever igual a vc qd eu crescer! Rs
Parabéns
Beijo, voltarei sempre!

Gina disse...

Amigo!

Benditos os homens ke sabem correr para não perder o seu caminho...
Axo ke as minha palavras são poucas mas transmitem akilo ke te kero dizer.
Sublime...
Beijinhos